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Manutenção Industrial

Como testar um sensor indutivo com multímetro antes de trocar a peça

1 de outubro de 2026 · 4 min de leitura
Encoder rotativo metálico com eixo aparente sobre superfície escura

Uma máquina para, o CLP acusa falta de sinal de um sensor de proximidade e a primeira reação é trocar o sensor. Muitas vezes a peça nova apresenta o mesmo problema, porque o defeito estava no cabo, na fonte, no cartão de entrada ou no alvo metálico. Saber testar sensor indutivo com um multímetro comum leva poucos minutos e evita trocas desnecessárias, estoque consumido à toa e paradas mais longas.

Antes de medir: identifique o sensor

O primeiro passo é ler a etiqueta ou a gravação no corpo do sensor. Anote:

Na codificação de cores mais usada em sensores de três fios, o marrom é o positivo, o azul é o negativo (0 V) e o preto é a saída. Confirme sempre no diagrama do fabricante, porque há exceções.

Passo a passo para testar sensor indutivo

Com o multímetro na escala de tensão contínua e respeitando os procedimentos de segurança da planta, siga esta sequência:

  1. Confira a alimentação. Meça entre o fio marrom e o azul, o mais perto possível do sensor. O valor precisa estar dentro da faixa da etiqueta. Se estiver zerado ou muito baixo, o problema é a fonte, um fusível, um borne solto ou o cabo, não o sensor.
  2. Observe o LED de estado. Aproxime uma peça de aço da face sensora. Na maioria dos modelos, o LED acende quando o alvo é detectado. LED que não acende com alimentação correta é um forte indício de sensor danificado.
  3. Meça a saída de um sensor PNP. Coloque a ponta preta no azul (0 V) e a vermelha no preto (saída). Com o alvo presente, um sensor NA deve mostrar tensão próxima à de alimentação; sem o alvo, próxima de zero.
  4. Meça a saída de um sensor NPN. Coloque a ponta vermelha no marrom (positivo) e a preta no preto (saída). Com o alvo presente, a leitura deve se aproximar da tensão de alimentação, porque a saída foi levada ao 0 V.
  5. Teste com a carga ligada. Meça também com o cabo conectado ao cartão de entrada do CLP. Uma saída que funciona em vazio e cai com carga indica sensor com defeito ou cartão de entrada com problema.
  6. Verifique a distância de acionamento. Afaste o alvo aos poucos e observe em que ponto o LED apaga. Se o sensor só detecta quase encostado na peça, pode haver desgaste, montagem errada ou material diferente do previsto.

O que costuma enganar o diagnóstico

Alguns defeitos se parecem com sensor queimado, mas não são:

Quando trocar de fato

A troca se justifica quando a alimentação está correta, o alvo está na posição certa e, mesmo assim, o LED não responde ou a saída não comuta. Também vale substituir sensores com a face trincada, o corpo amassado ou sinais de infiltração de líquido.

Ao trocar, use um sensor com o mesmo tipo de saída, a mesma função, a mesma distância sensora e o mesmo tipo de montagem. Registre na ordem de serviço o que foi medido: esse histórico ajuda a identificar pontos da máquina que danificam sensores com frequência e que talvez precisem de proteção mecânica.

Dúvidas frequentes

Dá para testar um sensor indutivo fora da máquina?

Sim. Basta alimentá-lo com uma fonte de corrente contínua dentro da faixa da etiqueta, aproximar uma peça de aço e medir a saída com o multímetro, observando o LED.

Como saber se o sensor é PNP ou NPN sem etiqueta?

Alimente o sensor e, com o alvo presente, meça a saída em relação ao 0 V. Se a tensão for próxima da alimentação, a saída é PNP; se a tensão aparecer só em relação ao positivo, é NPN.

Por que o LED acende, mas o CLP não recebe o sinal?

As causas mais comuns são cabo rompido entre o sensor e o painel, borne solto, entrada do CLP com defeito ou incompatibilidade entre saída PNP e NPN e o tipo de entrada do cartão.

Resumo