
Quem monta ou dá manutenção em painel de automação cedo ou tarde trava na mesma dúvida: o sensor é PNP ou NPN, e por que isso muda a forma de ligar na entrada do CLP. A diferença é simples quando se entende o que cada um comuta, mas custa caro quando se descobre no campo, com a linha parada.
Os dois são sensores de saída digital a três fios: alimentação, comum e sinal. A diferença está em o que o fio de sinal chaveia quando o sensor detecta o alvo.
Na prática, no PNP a carga fica entre a saída do sensor e o negativo; no NPN, a carga fica entre o positivo e a saída do sensor. Trocar um pelo outro sem reconfigurar a entrada é a causa mais comum de "o sensor acende o LED mas o CLP não lê".
Entrada digital tem uma polaridade esperada. Entrada sink aceita sensor PNP; entrada source aceita NPN. Muito CLP moderno tem entrada configurável por grupo, mas nem todos, e é aí que mora o erro.
Antes de comprar o sensor, confira no manual do CLP como o comum das entradas está ligado:
Essa checagem de dois minutos evita a compra errada e a gambiarra de resistor de pull que costuma voltar como falha intermitente meses depois.
Sensor de estado sólido não chaveia zero perfeito. Mesmo desligado, ele deixa passar uma pequena corrente de fuga. Em entrada de CLP de alta impedância, essa fuga às vezes basta para manter a entrada em "1" mesmo com o sensor liberado.
O sintoma é clássico: a máquina funciona no teste de bancada e falha aleatoriamente em produção. Se aparecer leitura fantasma, verifique a corrente de fuga na folha de dados do sensor e compare com a corrente mínima de desligamento da entrada. Quando os números não fecham, um resistor de sangria dimensionado corretamente resolve, e é solução de projeto, não gambiarra.

PNP ou NPN não é questão de "melhor sensor", é questão de casar com a entrada que você tem. Decida a polaridade no projeto, padronize a rede inteira nela e trate corrente de fuga como parte da conta, não como surpresa. Feito isso, a linha para de dar falha que ninguém consegue reproduzir.
Não sem adaptação. A entrada espera receber o negativo do sensor; ligando um PNP, ela nunca vê o nível baixo esperado e o sinal simplesmente não é lido.
Tradição de mercado e o fato de a maioria dos CLPs vendidos aqui trazer entrada sink de fábrica. Nada tecnicamente superior, é convenção que virou padrão.
Não. Sensor de dois fios (a maioria dos indutivos e capacitivos simples) funciona em série com a carga, sem polaridade PNP/NPN definida; a distinção só existe nos sensores de três ou quatro fios.