
Um sistema de aterramento industrial malfeito compromete simultaneamente a segurança das pessoas e a proteção dos equipamentos, e corrigir esse tipo de erro depois de instalado costuma exigir obras civis, interrupção de produção e, em muitos casos, refazer parte da malha de terra do zero. É um dos itens de instalação elétrica onde o custo de fazer errado supera de longe o custo de fazer certo desde o início.
O aterramento oferece um caminho de baixa resistência para correntes de falha, desviando-as com segurança em vez de deixá-las percorrer estruturas metálicas, equipamentos ou até pessoas que estejam em contato com eles. Além da proteção contra choque elétrico, o aterramento adequado também protege equipamentos sensíveis contra surtos e melhora a estabilidade de sinais em sistemas de instrumentação e automação.
Quando esse sistema é subdimensionado ou mal executado, a instalação pode até funcionar aparentemente bem por um tempo, o que engana muitas plantas até o momento de uma falha real, quando a ausência de proteção adequada se torna evidente da pior forma possível.
Medir e registrar periodicamente a resistência de aterramento é a prática mais simples e ainda assim uma das mais negligenciadas em plantas industriais. Além disso, a equipotencialização entre diferentes sistemas metálicos da instalação deve ser verificada, evitando que exista diferença de potencial entre estruturas que, em condições normais, deveriam estar no mesmo referencial elétrico.
Projetos novos devem considerar o tipo de solo local no dimensionamento da malha de terra, já que a resistividade do solo varia bastante entre regiões e influencia diretamente na eficácia do aterramento projetado.
O aterramento industrial raramente recebe a atenção que merece porque, quando funciona bem, é praticamente invisível no dia a dia da operação. O problema aparece justamente quando ele falha, e nesse momento o custo de correção, tanto financeiro quanto de segurança, já é muito maior do que teria sido prevenir o erro desde o projeto inicial.
O recomendado geralmente é ao menos uma vez ao ano, com maior frequência em plantas com solo sujeito a variação sazonal de umidade, que afeta diretamente a resistividade do solo.
Em alguns casos, adicionar hastes complementares à malha existente resolve o problema, mas isso depende do diagnóstico técnico específico da instalação e da causa real do subdimensionamento.
Em geral, não é recomendado. Sistemas separados sem equipotencialização adequada podem criar diferença de potencial perigosa entre eles, um dos erros mais comuns em instalações mal projetadas.