
O alinhamento entre eixos acoplados é um dos fatores que mais influenciam a vida útil de máquinas rotativas. Quando dois eixos, como o de um motor e o de uma bomba, não estão bem alinhados, surgem esforços que sobrecarregam rolamentos, vedações e o próprio acoplamento. Corrigir isso é uma das manutenções que mais evita falhas prematuras.
Desalinhamento é qualquer situação em que os eixos acoplados não compartilham a mesma linha de centro em operação. Existem dois tipos principais, que costumam ocorrer combinados:
Na prática, a maioria dos casos reúne os dois tipos ao mesmo tempo, o que exige corrigir ambos para que o conjunto opere sem esforço adicional.
Existe uma crença comum de que um acoplamento flexível compensa o desalinhamento. Ele tolera pequenos desvios, mas não elimina os esforços que o desalinhamento gera. Contar com o acoplamento para "absorver" um desalinhamento grande apenas transfere o problema, acelerando o desgaste de rolamentos e do próprio acoplamento. O alinhamento correto continua sendo necessário, independentemente do tipo de acoplamento usado.
Operar com eixos desalinhados cobra um preço que se manifesta de várias formas:
Muitos desses efeitos aparecem gradualmente, o que faz o desalinhamento passar despercebido até se transformar em uma falha mais séria.
Um bom alinhamento exige método e cuidado. Verificar as condições de apoio da máquina, garantir a base firme e nivelada, considerar a dilatação térmica dos equipamentos que aquecem em operação e usar instrumentos adequados de medição são pontos essenciais. Registrar o alinhamento realizado também ajuda a acompanhar a máquina ao longo do tempo e a diagnosticar problemas futuros. A dilatação térmica merece atenção especial: uma máquina alinhada perfeitamente a frio pode sair de alinhamento ao atingir a temperatura de trabalho, e ignorar esse efeito leva a um conjunto que só opera bem quando está desligado. Considerar as condições reais de operação, e não apenas as de montagem, é o que torna o alinhamento duradouro.
O alinhamento de eixos e acoplamentos é uma manutenção de alto retorno: bem feito, prolonga a vida de rolamentos, vedações e acoplamentos e reduz vibração e consumo de energia. Entender que o acoplamento flexível não substitui o alinhamento correto é um passo importante para evitar falhas que, de outra forma, se repetiriam sem explicação aparente.
Não. O acoplamento flexível tolera pequenos desvios, mas não elimina os esforços gerados por um desalinhamento maior. Contar com ele para compensar transfere o problema e acelera o desgaste dos componentes.
Os dois principais são o paralelo, quando os eixos estão deslocados mas paralelos, e o angular, quando formam um ângulo entre si. Na prática, os dois costumam ocorrer combinados e precisam ser corrigidos juntos.
Os esforços extras causados pelo desalinhamento aumentam o atrito e a carga sobre os componentes, o que eleva o consumo de energia. Além do gasto maior, isso contribui para o desgaste prematuro da máquina.