
Em uma malha de controle de processo, o sensor mede, o controlador decide e a válvula executa. Por isso se diz que a válvula de controle é o elemento final da malha: é ela que efetivamente muda a vazão de água, vapor, gás ou produto. Uma válvula mal escolhida compromete o melhor controlador do mundo, provocando oscilação, desgaste prematuro e desperdício de energia.
A escolha começa pelo corpo da válvula, que define como o fluido passa e como a vazão é restringida.
Existem ainda válvulas de diafragma, muito usadas em aplicações sanitárias e corrosivas, e válvulas de gaveta, que servem para bloqueio e não para controle.
A característica de vazão descreve como a vazão varia com a abertura da válvula, mantida constante a pressão diferencial. As três curvas mais comuns são:
O que importa, no fim, é a característica instalada, ou seja, o comportamento da válvula junto com bombas, trocadores e tubulação. Uma válvula igual porcentagem em um sistema com grande perda de carga na linha pode se comportar de forma quase linear, e é esse comportamento que o controlador enxerga.
O atuador transforma o sinal de controle em movimento. O mais comum na indústria de processo é o pneumático de mola e diafragma, que define a posição de segurança da válvula em caso de falta de ar: falha aberta ou falha fechada. Essa escolha é de segurança do processo, não de conveniência. Um resfriamento de reator, por exemplo, tende a exigir falha aberta; o combustível de um queimador, falha fechada.
O posicionador fica entre o controlador e o atuador. Ele recebe o sinal, normalmente de 4 a 20 mA, compara com a posição real da haste e ajusta a pressão do atuador até que as duas coincidam. Posicionadores digitais ainda oferecem diagnósticos, como assinatura da válvula, atrito e desvio de curso, o que ajuda a manutenção a agir antes de uma falha.
Uma boa especificação passa por algumas perguntas:
Com esses dados, o dimensionamento pelo coeficiente de vazão (Cv) indica o tamanho do interno. Um erro frequente é superdimensionar: a válvula passa a trabalhar quase fechada, com controle ruim e desgaste acelerado da sede. Uma prática comum é buscar um dimensionamento em que a válvula opere, na vazão normal, em uma faixa intermediária do curso, com margem para as vazões mínima e máxima.
A válvula de controle regula a vazão de forma contínua, em qualquer posição do curso. A de bloqueio foi projetada para ficar totalmente aberta ou fechada e não deve ser usada para estrangular o fluxo.
Em malhas de pressão e temperatura e em sistemas em que a pressão diferencial na válvula diminui bastante à medida que a vazão aumenta. É a característica mais versátil na indústria de processo.
Não, mas é recomendado na maioria das aplicações de controle, porque compensa atrito, melhora a precisão e oferece diagnóstico. Em malhas muito rápidas, a aplicação deve ser avaliada caso a caso.